O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/09/2019

Ao contrário do que se pensa, a depressão é uma doença milenar que sempre esteve presente na vida dos seres humanos, porém, com outros conceitos. Os estoicos, por exemplo, acreditavam que a verdadeira felicidade estava em parar de ir contra a natureza das coisas e dos fatos. Através da autoaceitação, seria mais fácil conviver em sociedade e não deixar que o mundo externo interfira no bem-estar.

Ainda de acordo com essa filosofia, que teve seguidores como o filósofo Sêneca, a sabedoria consiste em aceitar a vida como ela se apresenta. De certo que a depressão é mais complexa que um simples conceito, porém, as cobranças maiores sobre o jovem contemporâneo são provenientes da falta de conformismo para com suas conquistas. A sociedade, estimulada pela utopia mostrada nas redes sociais e pela comparação exacerbada sem olhar o indivíduo de forma singular, contribui, majoritariamente para o aumento dos casos com diagnóstico de depressão no país.

Concordando com o exposto acima, dados da OMS trazem a depressão como a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Não é coincidência que essa faixa etária esteja em destaque, pois, está cercada de decisões, receios quanto às escolhas, delineamento do futuro profissional, inserção no mercado de trabalho e formação de uma identidade, enquanto cidadão do mundo. O agravante, em meio a esse cenário, é estarmos num país desestruturado que não oferece condições para que o jovem tenha seu lugar ao sol com dignidade.

Com o intuito de amenizar essa problemática no Brasil, o Governo Federal poderia criar um projeto de lei onde cada escola pública fosse assistida por psicólogos, em todos os horários de aulas, para acompanhar seus alunos. Além disso, poderia obrigar os planos de saúde a marcarem psicólogos para seus clientes, sem um encaminhamento prévio feito pelo médico. Dessa forma, teríamos menos burocracia e mais acessibilidade à saúde mental, uma importante ferramenta no controle da depressão.