O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/09/2019

Segundo uma pesquisa feita pela UNIFEP, no Brasil hodierno, entre 14 e 25 anos, 21% dos indivíduos tem algum tipo de problema relacionado a depressão. Essa problemática está atrelada a ausência de diálogo familiar e com a banalidade que a sociedade ainda trata a doença. Dessa forma, esse percentual evidencia o aumento dessa epidemia no universo juvenil.

Em primeiro plano, no livro “Modernidade Líquida” de Zygmunt Bauman, é abordada a relação do homem com as relações efêmeras que a população passa impor, como relacionamentos de curto prazo e outros fatores. Analogicamente, por ausência do diálogo familiar, que é o primeiro grupo social com que o indivíduo tem contato afetivo, o jovem contemporâneo é sujeito a ser corrompido por essa sociedade líquida e a se contaminar com um dos principais fatores que desencadeiam a depressão: A sensação de solidão social.

Em segundo plano, é importante salientar que de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina. Ademais, esses dados enfatizam que em pleno século XXI, a nação brasileira ainda trata o tema com tabu,  banalidade e descaso, piorando assim, o cenário em que a vítima se encontra.

Dado o exposto, para a redução desse percentual de jovens com quadros dessa doença, é fundamental que o Ministério da Saúde disponibilize psicólogos nas escolas e faculdades de maneira gratuita. Paralelo a isso, o governo deve investir em propagandas de incentivo ao diálogo familiar. Dessas duas maneiras, é possível intervir a tempo no psicológico de cada jovem, gerando efeitos positivos para a saúde mental brasileira.