O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 06/09/2019

Como citado por Sigmund Freud, em O mal-estar na cultura: “Descobriu-se que o ser humano se torna neurótico porque não é capaz de suportar o grau de frustração, que a sociedade lhe impõe a serviço dos ideais culturais.” Nesta, esta uma explicação psicológica, acerca da falta de preparo do ser humano, para as adversidades da vida. Contudo, grande parte dos indivíduos não vê saída senão o suicídio, outros buscam conforto em automutilação, uma forma de amenizar dores psicológicas. Por conseguinte, o aumento da depressão no Brasil, revela a falta de resiliência e instabilidade emocional de grande parte dos indivíduos.

Como exemplifica Freud, a frustração que a sociedade impõe ao indivíduo é perceptível, visto como, a expectativa dos indivíduos por aprovação causa crises emocionais e ansiedade, que somadas a uma sociedade cada vez mais agressiva, resulta em indivíduos reclusos e incapacitados emocionalmente. Segundo dados de 2017 da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão cresceu em 15% desde 2007 e deve se tornar a doença mais incapacitante do planeta. Assim, a depressão sustenta um enorme poder autodestrutivo e retardante social.

Embora, o governo brasileiro trabalhe a favor da redução dessa doença, o Brasil enfrenta sérios problemas nesta complacência. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão é a segunda causa de morte entre jovens da faixa etária entre 15 e 29 anos. O número daqueles que sofrem de transtornos como depressão e ansiedade também é considerável: 15% da população nesta mesma faixa etária sofre deste tipo de doença. Porquanto, a falta de assistência emocional, ajuda médica, desesperança, além de impulsividade, costumam estar associados a depressão.

Portanto, o aumento da depressão entre jovens no Brasil, é de extrema notoriedade. De início, cabe ao Ministério da Saúde, investir em campanhas de assistência emocional, que ajudem na interação de jovens, com entretenimento e auxilio na questão da impulsividade, além de assistência psiquiátrica e divulgação de propagandas de apoio emocional, que contribuam para estabilidade psíquica dos indivíduos.