O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/09/2019
Conforme consta no poema do escritor modernista Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga, a depressão entre os jovens no Brasil, torna-se um empecilho. Nesse viés, de acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde – fatores sociais e psicológicos auxiliam para o crescimento do panorama, visto que não há uma ação governamental (efetiva) que mude o fato supra relatado. Assim, a Carta Magna de 1988 continua a não garantir (na prática) saúde de qualidade a todos.
Primeiramente, é incontestável que os padrões modernos corroboram para expansão da enfermidade. Isso corre, uma vez que a juventude é oprimida pelos ideais exigidos socialmente, como o “corpo perfeito”. Outrossim, esse ato contribui para a persistência do problema, já que a tristeza e o isolamento pela não aceitação do próprio troco (sintomas da depressão) englobam os indivíduos. Desse modo, de acordo com a terceira Lei de Newton: “Toda ação, gera uma reação de mesmo valor e direção, porém, com sentidos opostos”, nessa perspectiva, a preocupação com a visão do outro sobre si, fabrica a chave de abertura para a depressão, o que tem um preço - a sua vida.
Posteriormente, da mesma forma é indubitável que a psique associada a ansiedade coopera para proliferação dos casos. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman o homem esta aprisionado ao imediatismo (principal causa da ansiedade). Diante disso, averigua-se que a cobrança adjunto a efemeridade gera a insegurança, logo, o jovem é direcionado implicitamente a doença, porquanto se vê como incapaz e fracassado. Destarte, análoga a formação das rochas sedimentares - constituídas de maneira gradual - esse fato ocorre de modo progressivo , ou seja, desde a adolescência até a fase adulta.
Torna-se impreterível, por conseguinte, a retirada do pedregulho que inibe o desenvolvimento da sociedade. Urge ao Ministério da Saúde - função de oferecer saúde a população - promover ações que reabilitem e interrompem o desenvolvimento das comunidades doentes. Por meio da reflexão via web, instagram e twitter (principais sites de pesquisa entre os jovens), sendo incentivada a autoaceitação física e mental com depoimentos de indivíduos que se recuperaram da epidemia. Com a finalidade de minimizar a inseguridade advinda dos paradigmas. Ademais, o Ministério da Educação - encarregado de todos os assuntos relativos ao ensino. Por intermédio das escolas de ensino médio realizarem atividades coletivas (debates) com os responsáveis e psicólogos, que montaram mapas estratégicos para mitigar a indecisão futurística do juventude. Dessa forma, a via poderá ser liberada, mediante a atuação dos órgãos governamentais que mudará o curso do país frente ao problema apresentado.