O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/09/2019

A letra da música “In my Blood” do cantor canadense Shawn Mendes, interpreta a fala de um narrador, alguém que pede ajuda e luta contra uma situação psicológica de ansiedade e depressão. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, o aumento de transtornos psíquicos entre os jovens são constantes, o qual ocorre, não só pela desigualdade socioeconômica, mas também pela pressão pessoal e social vivida por eles na contemporaneidade.

A priori, é fundamental analisar que adolescentes que vivem em uma situação de disparidade incorporado no corpo social inclina-se para esta patologia. Nessa perspectiva, segundo o estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a desigualdade de renda pode aumentar a probabilidade de depressão emocional, provavelmente porque as diferenças econômicas e sociais são mais perceptíveis. Portanto, é preocupante que os jovens adquiram essa anomalia devido à falta de comprometimento do Estado de garantir seus direitos previstos no Art. 5° da Carta Constitucional de 1988, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

A posteriori, infere-se que a sociedade impõe aos adolescentes que exerçam inúmeros papéis sociais de maneira eficiente e, com isso, sobrecarrega-se os sujeitos. Nessa lógica, conforme a  psicóloga Vera Ferrari Rego Barros, presidente do Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), questões como pressão pela escolha da carreira e por um bom desempenho escolar estão na base de conflitos que podem funcionar como agravantes da depressão. Logo, lamentavelmente, é visível que o corpo social não colabore para a diminuição dessa mazela dificultando, dessa maneira, a vida dos infantes.

Em vista dos fatos elencados, é necessário a resolução dessa problemática. Dessarte, o Ministério da Educação deve criar programas nas instituições, como palestras e workshops, por meio de profissionais qualificados, com o intuito de que o assunto passe de ser visto como um tabu e seja encarado como um problema de saúde pública que precisa, urgentemente, de cuidados. Outrossim, a mídia deve criar eventos, como campanhas em redes de telecomunicação, por intermédio de psiquiatras e psicólogos que discutam os mecanismos e sintomas da doença, a fim de esclarecer os jovens e a população de modo geral. Destarte, que não suceda o ocorrido na música do cantor canadense.