O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/09/2019

Após a segunda guerra mundial, surgiu o movimento hippie, que ilustrava o sentimento de descrença frente ao mundo caótico e distante do “American  way of life” promovido décadas antes, entregando uma nova significância à vida dos norte-americanos. Entretanto, nem sempre existe algo que atribua significado a vida - e mais severamente - surge um estado atônito de depressão, na qual deve ser combatida.

Apesar da gravidade, a patologia é mal compreendida, podendo agravar e aumentar os casos depressivos. Pois, uma vez que a família não sabe lidar ou ajudar, acaba por desdenhar da situação  - infligindo maiores danos à psique atormentada. Além disso, ao abordar o doente com formas de melhorar seu estado, pode desencadear o efeito oposto.

Ademais, segundo Drauzio Varella, os medicamentos antidepressivos são receitados em situações desnecessários. Em virtude de - muitas vezes - os jovens simplesmente estarem em momento ruim, não necessariamente um quadro medicamentoso. Dessa forma, a visão do aumento de casos pode ser errônea, dado que, o diagnóstico não é emitido unicamente pelo profissional capacitado.

Nesse contexto, medidas para diminuição do impasse são valiosas. Portanto, visando facilitar o reconhecimento e tratamento, o Ministério da Saúde deve: implementar uma campanha nacional - análoga ao censo do IBGE - aplicando um questionário aos jovens, que mensure uma possível depressão em conjunto com informações educativas, para prevenção ou reconhecimento - e se positivo - o indivíduo seja direcionado ao profissional capacitado, isto é, um psicólogo ou psiquiatra, que devem estar com acesso facilitado na rede do SUS ou em planos de saúde privados; restringir a receita de antidepressivos ao psiquiatra, utilizando o psicotrópico em ocasiões requeridas. Por fim, com tais medidas, o diagnostico e o tratamento poderão ser efetivados adequadamente, auxiliando na redução da estatística entre os brasileiros, provendo paz e amor a psique juvenil.