O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/10/2019
Desde o iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a crescente taxa de depressão entre os jovens no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é contestado na teoria e não na prática como desejado, portanto essa problemática persiste ligada a realidade do país. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse caso.
Em primeira análise, vale ressaltar que a depressão deve ser tratada como caso de saúde pública. Sendo intitulada “a doença do século”, as altas taxas dessa doença entre os jovens é assustadora. Segundo o portal de notícias G1, no Brasil, há 11 milhões de pessoas diagnosticadas com depressão, sendo essa a segunda princial causa de morte entre os jovens de 15 e 29 anos de idade. Esse desequilíbrio causado no cérebro por fatores sociais, bioloógicos e psicológicos atigem principalmente jovens, pois biologicamente seus hormônios estão passando por um período de adaptação e por uma fase de transição para a vida adulta, buscando assim uma maior aceitação social.
Outrossim, segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais é características da sociedade líquida. Nessa perspectiva, é considerável ressaltar o quanto a exposição nas redes sociais tem agravado essa doença. A ideia de “vida perfeita” mostrada nas redes sociais provoca grande ansiedade em algumas pessoas, gerando tristeza e baixa autoestima devido a comparação. A depressão entre os jovens, mesmo difícil, deve ser reconhecida. Nessa situação uma rede de apoio, seja de familiares e/ou amigos, e a ajuda de profissionais qualificados é essencial para uma recuperação mais rápida, podendo mudar a vida de um jovem.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de poliíticas que visem a construção de um mundo melhor. O aumento da depressão torne indubitável a importância do Governo Federal, mediante ao Ministério da Saúde, levando para postos de saúde, hospitais públicos e escolas psicólogos e psiquiatras qualificados a fim de melhorar a qualidade de vida desses adolescentes. Ainda cabe a mídia, o papel de promover campanhas, debates sobre esse tema em horário nobre, fomentando a conscientização sobre essa doença.