O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 17/09/2019

Na obra literária alemã “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johann Goethe, o protagonista comete suicídio devido à desilusão amorosa. Hodiernamente, no contexto brasileiro, percebe-se o aumento da depressão entre a população mais jovem, o que pode culminar no suicídio. Tal vicissitude ocorre devido a fenômenos sociais atuais, seja pela superficialidade das relações humanas, seja pela falta de percepção dos sinais prévios que a antecedem.

Em primeiro lugar, segundo a OMS, cerca de 15% da população brasileira sofre de depressão, sendo mais recorrente em jovens e adolescentes. Esse quadro é explicado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”. De acordo com ele, as relações sociais contemporâneas são dotadas de efemeridade e superfluidade, o que gera uma sensação de solidão constante. É preciso, portanto, encontrar medidas para reverter o quadro mencionado para minimizar os índices alarmantes de depressão.

Em segundo lugar, a falta de percepção dos sinais prévios de depressão contribui para eventos lastimáveis como o suicídio, por exemplo. Essa ausência pode ser percebida na série “Os 13 porquês”, na qual Hannah Baker demonstra as características de depressão e tendência suicida, mas não recebe a ajuda devida a tempo. Porquanto, é imprescindível o preparo adequado para combater essa debilidade no âmbito estudantil e familiar.

Assim sendo, nota-se a responsabilidade da superficialidade das relações sociais, associada à falta de percepção dos sinais de acometimento, como precursoras da depressão e melancolia. Dessa maneira, o Governo, nas figuras do Ministério da Educação e da Saúde, deve promover palestras em ambientes escolares ministradas por psicólogos qualificados na percepção de indícios da depressão entre jovens e adolescentes, priorizando as relações momentâneas como causas antecessoras. Dessa forma, tal contrariedade será mitigada e o sofrimento de futuros Werthers, evitado.