O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/09/2019
Segundo o filósofo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada com um corpo biológico, no qual a estabilidade é dada pelo equilíbrio entre as partes que o compõem. Com base nessa conceituação, pode-se inferir que, tal equilíbrio é rompido com o crescente índice de jovens diagnosticados com depressão no Brasil. Deixando assim explícito, a necessidade de analisar o panorama, a fim de reverte-lo.
É conveniente evidenciar, em primeiro plano, o contexto da depressão nas agremiações. Considerado o mal do século para muitos estudiosos, a depressão hoje é uma realidade que ganha forças em meio à jovens contemporâneos. Sendo reflexo da insegurança e alta cobrança que assolam o período da adolescência, há como conseguinte de tal problemática, quadros de ansiedade em que paralelamente contribuem para o aumento das taxas de suicídio no país.
Cabe ressaltar, em segundo plano, a negligência por parte das estruturas governamentais com a causa. Se tratando de um óbice monumental no corpo social, nota-se um descaso vigente das autoridades, das quais pouco investem em programas e campanhas que priorizem atendimentos à saúde mental. Tal imprudência é muito bem difundida pelo sociólogo Zygmunt Bauman, afirmando que um estado de cegueira moral abala o governo e permite que contingentes como esse sejam banalizados em uma sociedade.
Torna-se evidente, portanto, tomada de providências a fim de mitigar os impactos em resultância. Para isso, cabe o investimento do Governo Federal, em figura de Ministério da Saúde, no desenvolvimento de estruturas ao tratamento de desequilíbrio psicológico, disponibilizando pelo SUS, o acesso facilitado para casos terapêuticos. Além disso, é imperioso a propagação de campanhas publicitárias empáticas, das quais assegurem que seja transmitido à massa, a importância dos cuidados com a sanidade mental. Desse modo, será possível oferecer um melhor suporte e alertar as famílias, estabelecendo o equilíbrio na questão social em voga.