O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/09/2019

De acordo com o importante sociólogo Émilie Durkheim, os fatos sociais influenciam o indivíduo e os molda de acordo com padrões de comportamento previamente impostos. De maneira análoga ao ideário do sociólogo positivista, no contexto social vigente, esta perspectiva materializa-se por meio do elevado crescimento de depressão no país. Desse modo, faz-se indubitavelmente relevante compreender a depressão como sendo uma grave realidade na contemporaneidade, visto que, este quadro se intensifica mediante a irresponsabilidade afetiva da sociedade, juntamente com a ineficiência do Estado.

Em uma primeira análise, sob a ótica social, a realidade conjuntural da crescente intensificação dos quadros depressivos, é fomentada pela falta de responsabilidade afetiva exercida pela sociedade, posto que, a responsabilidade afetiva nada mais é, do que, um indivíduo responsabilizar-se pela expectativa ou efeito que causa em outro. Logo, quando este papel social não é cumprido ocorre a naturalização da doença, gerando assim, a inércia da população mediante a um grave panorama social. Dessa forma, legitimando assim, a falta de empatia, solidariedade e cuidados por parte da população com indivíduos que sofrem com a depressão e necessitam desses cuidados para progredir à uma evolução positiva deste quadro.

Segundo o sociólogo Max Weber em “economia e sociedade”, é analisado o dever do Estado como sendo a fiscalização do cumprimento de direitos, que vem sendo mascarado em razão de contratos de interesses. A linha de pensamento de Weber, materializa-se na realidade, com acentuada coerência mediante a ineficiência  Estatal, a qual é motivada pela cultura corruptiva do Estado. Onde, esta cultura corruptiva corrobora para secundarização de políticas públicas de saúde por parte do Estado para que seus interesses sejam mantidos. De acordo com este posto, a problemática da depressão se intensifica, pois, não se tem o suporte necessário aos indivíduos que sofrem com a depressão, por parte do Estado ocorrendo assim, a violação dos direitos à saúde assegurados pela Constituição federal de 1988.

A fim de combater o grave cenário do aumento da depressão no país, e construir, nas mínimas expressões, uma sociedade pautada na garantia de seus direitos assegurados pela Constituição, o Poder Executivo, em conjunto com os Governos Estaduais e Municipais, deve promover políticas públicas de incentivo a maior responsabilidade afetiva social, desconstruindo assim, a banalização dessa conjuntura social e, juntamente a isto, instaurar uma fiscalização política mais rígida para que, dessa maneira seja combatido o sucateamento de verbas e dessa forma o Ministério da saúde possa desenvolver projetos de melhorias na saúde, diminuindo assim, o índice de depressão no Brasil.