O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/09/2019
Setembro ‘’amarelo’’ é a cor que sinaliza atenção, seja na natureza ou no nosso dia a dia. A princípio, é a cor que o centro de apoio ás pessoas com depressão CVV (Centro de Valorização da Vida) utilizam para falar de um assunto tão delicado: a depressão, que é caracterizada por um estado de fraqueza e desanimo, possuindo contornos específicos, que têm alicerce não somente a pressão social, mas também, os conflitos pessoais enfrentados pela sociedade contemporânea. Contudo, é importante salientar a importância do cuidado da saúde mental como prevenção do suicídio. Sob esse aspecto, convém analisar as causas do problema em questão.
Em primeira instância, vale destacar que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que possuímos um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido claramente no aumento da depressão. Segundo o filósofo Friend Hegel, o Estado deve proteger os seus filhos. Entretanto, precisa interferir nas relações sociais que afeta esses indivíduos, o capitalismo incita na dependência de recursos financeiros para a construção de um futuro estável, o jovem ao passar por crise econômica e aspectos comuns no mundo contemporâneo desenvolve um precursor do quadro depressivo.
Faz-se mister, ainda, salientar as dificuldades e necessidades financeiras como impulsionador do problema. De acordo com Zygmount Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é caracterizada da ‘’modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Desse modo, é necessário atenção dos familiares, amigos e principalmente os investimentos em projetos que envolva os jovens. Nesse sentido, é preciso menos pressões psicológicas nessas mentes pensantes que acabam se submetendo no contexto de querer conseguir tudo aos ‘’20 e poucos anos’’.
Infere-se, portanto, que ainda, há entraves para garantir a solidificação de políticas que visam à construção de um futuro melhor. Dessa maneira, cabe ao Estado em parceira com o Ministério da Educação, principal regência que ergue esse setor, elaborar novas políticas públicas voltada à criação de palestras, programas sociais com apoio de psicológicos e psiquiatras capacitados, a fim de abordar questões emotivas e a importância da saúde mental. Ainda cabe a mídia o papel de promover campanhas e debates em horários nobres, fomentando a conscientização sobre indícios da depressão, através de verbas governamentais. Assim, poderemos evitar esses conflitos nas relações social e finalmente o Estado poderá proteger seus filhos como propôs Hegel.