O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/09/2019

A segunda fase do Romantismo de Portugal foi marcada pelo pessimismo, fuga da realidade, exaltação da morte e depressão. Entretanto, mesmo três séculos após essa tendência literária, jovens do mundo todo ainda precisam lidar com o “mal do século” que os assola em quase todos os momentos de suas vidas.

Em primeiro plano, ressalta-se que a depressão é uma doença que consome o indivíduo aos poucos, além de não apresentar constância em alguns casos, ou seja, o jovem não necessariamente apresentará todos os sintomas o tempo todo. Dessa forma, a pessoa chega ao estado de niilismo, que segundo Nietzsche, corresponde ao pessimismo e a vontade de nada, antes mesmo da própria família identificar os efeitos da enfermidade.

Ademais, é essencial frisar que jovens contemporâneos, por estarem em fase de desenvolvimento e inundados em um universo cibernético, não conseguem lidar com todos os gatilhos que levam à depressão, como é o caso das redes sociais. Zygmunt Bauman, em suas obras sobre Modernidade Líquida, destaca a tecnologia como mola propulsora de relações efêmeras, paralelo a isso, adolescentes tendem a viver mais isolados com seus smartphones, contribuindo para o desenvolvimento da doença.

Evidencia-se, portanto, que o aumento do quadro depressivo em jovens é um problema de saúde pública para o país. Logo, é imprescindível que a família e o próprio indivíduo quebrem o tabu relacionado à procura por psicólogos e psiquiatras, a fim de sua normalização social para que o tratamento não seja negligenciado. É de suma importância, também, que instituições educacionais realizem palestras acerca do assunto, além de disponibilizar um psicólogo para atender os alunos que não tem condições de bancar as sessões, porém, mesmo assim, possam receber ajuda.