O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/10/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o aumento no número de jovens depressivos, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intimamente ligada à realidade do país, seja pelo como a doença é vista, seja pela falta de cuidados ao comportamento dos adolescentes.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que como a depressão é vista no mundo rompe essa harmônia, haja vista que há um problema cultural em que as pessoas banalizam a doença, tornando ainda pior a situação da vítima.
Outrossim, destaca-se, a falta de atenção com os jovens como impulsionador do impasse. De acordo com o filósofo Jiddu Krishnamurti, não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma população doente. Essa perspectiva se corrobora pelo fato de que a comunidade que se vive hodiernamente está cada vez mais preconceituosa e desumana, os principais afetados são os jovens que estão em fases de mudanças de sair de casa e construir seu futuro, acabam tendo uma responsabilidade dobrada e caindo em um grande esgotamento.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Governo deve intuir nas escolas e universidades, palestras ministradas por psicólogos e psiquiatras, promovendo um maior esclarecimento sobre os sintomas e tratamentos da depressão, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.