O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/10/2019

Na Literatura, a Segunda Geração Romântica foi nomeada de “Mal do Século”, pois milhares de europeus morreram por causa dos sentimentos de tristeza, de pessimismo e de exclusão. Hoje, essa característica refere-se à epidemia da depressão, a qual por falta de investimentos do setor público, gera o principal problema do país: suicídio entre os jovens. Assim, evidencia-se a necessidade de analisar criticamente as causas e as consequências para uma possível solução da problemática.

A princípio, vale ressaltar os fatores que possibilitam para o surgimento da depressão no ambiente escolar. Martin Luther King, importante ativista cívico americano, diz:" a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Tal assertiva faz referência à aprovação da lei pela Câmara de Deputados que permite a atuação de psicólogos nas unidades de ensino para acompanhar o comportamento e as funções mentais dos alunos. Entretanto, a presença desse profissional é pouco recorrente nas escolas brasileiras; algo grave, tendo em vista que ao limitar o conhecimento dos jovens contribui diretamente para a propagação da depressão.

Ademais, é importante salientar os efeitos da ausência de investimentos na saúde mental dos adolescentes. Nesse sentido, semelhante ao contexto da Segunda Geração Romântica, diversas são os jovens que cometem suicídio por não obter amparo emocional adequado de especialistas na área da psicologia nas escolas. Prova disso, o site Carta na Escola afirma que o número de vítimas entre 14 e 24 anos de idade com depressão aumentou proporcionalmente ao índice de pessoas que tiraram sua própria vida e isso tende a aumentar entre a juventude nas próximas décadas.

Depreende-se, portanto, que ações contra a depressão e, consequentemente, contra o suicídio devem ser imediatamente iniciadas. Para tanto, o Poder Legislativo, órgão responsável pela legislação, deve investir no aprimoramento da lei que permite a presença de psicólogos nas escolas, por meio de novos artigos, com o objetivo de tornar obrigatório a disponibilização gratuita de sessões psicoterapêuticas à todos os alunos. Somado a isso, cabe ao Ministério da Educação propor debates socioeducativas capazes de destacar as manifestações e os tratamentos da depressão, por intermédio de gincanas e palestras, com vistas a minimizar o número de vítimas mortas por depressão.