O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/10/2019
Ao analisarmos o período da segunda geração do romantismo, nota-se o “mal do século” inferindo a atração pela morte, desgosto de viver e melancolia. Igualmente, nos dias de hoje, essa história se repete refletindo, em casos mais fortes, no suicídio. Nesse contexto, é nítido que a depressão é um desafio para o Brasil; o qual ocorre devido à desigualdade social e traumas na infância.
Haja vista, o âmbito em que as pessoas vivem, em sua maioria, diz respeito sobre cada uma delas. Bem como, a interação coletiva se torna difícil a depender da compatibilidade do estilo de vida dos indivíduos, gerando conflito entre esses. Como dizia o sociólogo Zygmunt Bauman, os últimos tempos se espelham na liquidez; as relações se encontram cada vez mais fracas e/ou fatais.
Paralelamente, esse problema pode ser notado, também, onde as pessoas mais vivem, que são em suas habitações. Haja vista, a pouca interação com parentes e, traumas na infância como, a desvalorização de sua existência e/ou agressões verbais e físicas podem acarretar consequências mentais frágeis. Ademais, nos últimos dez anos, o caso de indivíduos com depressão aumentou 18%, isso corresponde a mais de 300 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à constução da interação entre sociedade e saúde mental. Destarte, vê-se necessário que o Governo Federal, junto da Organização Mundial da Saúde, entrem em acordo para a implantação de apoio nas unidades escolares, trazendo palestras com profissionais da área, e consultas periódicas orientando-os sobre seus pensamentos e sentimentos para que esse impasse seja superado rápido. Dessa forma, tais medidas seriam eficientes para combater esse “mal do século”.