O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/10/2019
A pintura expressionista de Edvard Munch, “ O Grito”, retrata mediante o ato de gritar o desespero e a angústia humana. Análogo a isso, hodiernamente, os jovens brasileiros estão cada vez mais deprimidos e agoniados, fruto das redes virtuais ilusória e de um nicho social individualista e egocêntrico. Logo, urge a indispensabilidade da únião do poder estatal e das grandes mídias, para reverter esse, gritante, cenário de depressão em jovens.
Antes de tudo, é digna a menção de que a depressão nos jovens está, intrinsecamente relacionada à lógica do " mundo aparente" das redes socias. Isso porque vive-se, segundo o pensador francês Guy Debord, em uma " Sociedade do Espetáculo", na qual as redes de interação usurpam da vida real para ostentar saúde mental e felicidade. Dessa forma, o jovem se frustra ao tentar, incessantemente, atender a todos os padrões exibidos e a consequência dessa espetacularização da realidade é aumento de remédios depressivos e ansiolítico para tentar tratar o psiquismo humano agoiado e descontente. Somada a essa ideia, ainda há a volatilidade das relações interpessoais ao relacionar a depressão juvenil como drama. Nessa perspectiva, o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, discorre em seu livro " Modernidade Líquida", sobre a falta de altruísmo nos relacionamentos humanos, seja pelo individualismo exacerbado, seja pelo desinteresse com os problemas alheios. Sob essa ótica, os jovens desprovidos de credibilidade perante a própria família, e também pela sociedade, são as maiores vítimas de autocídio, fruto da banalização de uma doença, que faz parte do contexto moderno paranóico, egocêntrico, individualista e ápatica.
Portanto, fica claro que a depressão é uma nefasta mazela social que precisa ser revertida. Por isso, faz-se necessário que a Lei Orçamentária Anual(LOA), direcione capital, que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na criação de centros de acolhimento ao jovem em -todas as escolas brasileiras-, mediados por profissionais da saúde (psicólogos e psiquiatras) capacitados e especializados no público alvo, com vistas a tratar o psiquismo doente de jovens frustrados e conectados na ilusão das redes socias. Paralelamente, a LOA deve prover verbas para as grandes mídias, que por meio de campanhas de cunho socioeducativos, mostrará para a sociedade o aumento de autocídios em jovens depressivos, a fim de dar a devida visibilidade, e apelar para des-banalização dessa problemática. Assim, o “Grito” por socorro será, de fato, ouvido, e os jovens doentes, de fato, visualizados e amparados.