O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/10/2019

“Ver para prever e prever para prover”. Tal declaração proposta pelo filósofo positivista August Comte permite refletir, sobre como o aumento da depressão entre os jovens no Brasil representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar as consequências da trivialização social acerca dos sintomas depressivos.

Em uma primeira análise, dados da USP apontam que o Brasil é o país mais ansioso e estressado da América Latina. Ademais, a Organização Mundial de Saúde indica que nos últimos dez anos os casos de depressão cresceram 18,4%. Isso ocorre devido ao preconceito estigmatizador com o jovem, pois o mesmo é visto como preguiçoso pelos demais, quando na verdade, ele está dentro de um quadro depressivo. À vista disso, o próprio indivíduo tenta camuflar a doença para evitar julgamentos de terceiros.

Outrossim, cabe salientar que tal contrariedade é discutida no que se refere à saúde mental individual, porém essa questão figura-se além dessa adversativa, ao ampliar-se para o âmbito familiar, já que esta influi diretamente em sua estrutura, principalmente se o caso depressivo culminar em um possível suicídio. Como as resultantes da Crise de 1929, onde o período de recessão econômico, fomentou a melancolia na população e por fim resultou em diversas ocorrências de autocídio.

A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de certos agentes implicados em saúde mental. Portanto, entende-se como viável seguir o pensamento comteano. Logo, o Ministério da Saúde, deve executar campanhas pedagógicas, por intermédio de psicólogos focados nesse assunto com o intuito de empoderar o cidadão e seus familiares ao apontar os sinais característicos dessa doença, além de incentivar a procura por profissionais especializados. Como resultado dessa nova perspectiva, espera-se observar uma melhora social de modo a conter a chamada “doença do século”.