O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Em termos clínicos, a depressão é uma enfermidade que pode se manifestar em qualquer pessoa e se caracteriza pela falta da produção dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina. Comportamentalmente percebe-se falta de disposição para atividades triviais como trabalhar, estudar ou até se alimentar. Entretanto, é notório que o número de casos aumenta proporcionalmente à industrialização de um país e que plataformas de interação online também desempenhham grande responsabilidade nesse infeliz crescimento.
Em primeiro lugar, cabe destacar que os países mais desenvolvidos tendem a ter mais casos de depressão. Como resultado, há um aumento significativo de jovens e adultos buscando apoio nos CAPS - centro de atenção psicossocial - à medida que o Brasil se torna cada vez mais desenvolvido. Prova disso é o filme Tempos Modernos de Chaplin, que ilustra a insatisfação, a depreciação e a subvalorização da condição humana. Ou seja, a modernização das indústrias e da sociedade cobra desta última automação, exaustivas horas de trabalho e repetição. Assim, se robotiza e se negligencia o aspecto criativo e subjetivo que nos caracteriza como únicos nos transformando em objetos. Sob a luz desse problema, aliado à desmotivação em relação ao quase certo futuro, cujo roteiro é escrito pelo captalismo, a depressão surge entre os mais novos.
Outrossim, os jovens tem sido as maiores vítimas dessa doença pois são a maioria dos utilizadores das redes sociais que mais crescem como Facebook e Instagram. De forma que os estímulos positivos ou negativos que podem ser obtidos com as ferramentas “gostei” e seção de comentários destes, ao expor a própria imagem, por exemplo, modelam sua autoestima. Por conseguinte, os que passam a depositar nestas plataformas a possibilidade de contornar problemas com a própria imagem estão colocando em risco a própria saúde mental caso não sejam correspondidos positivamente. Logo, temos um aumento nos casos de anorexia, ansiedade, bulimia, depressão e até suicídios.
Portanto, é mister que o estado tome providências para melhorar o quadro atual. Urge que o Ministério da Saúde aliado à equipe cibernética da Polícia Federal criem algorítimos para identificar, nas redes sociais, através de palavras chave, pessoas com indícios depressivos em suas publicações. Posteriormente, a equipe psicossocial local deve entrar em contato a fim de prestar todo apoio necessário. Tal prática já se mostra eficaz na prevenção de suicídios na Inglaterra. Em síntese, caso o problema seja combatido com seriedade, teremos jovens mais saudáveis em sociedades cada vez mais evoluídas industrialmente e tecnologicamente. Esperançosamente, a depressão será mais comum nos livros didáticos e menos nas pessoas.