O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/10/2019
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem o Brasil como signatário. Contudo, afrontam os compromissos firmados em 1948, o aumento vertiginoso dos casos de depressão entre os jovens e os nefastos impactos desse fenômeno em toda a sociedade. Este quadro precisa ser enfrentado. O evidente crescimento do número de episódios depressivos é patrocinado, em grande medida, por características inerentes ao contexto social pós-moderno e devem ser confrontados em exercício analítico.
Mormente, percebe-se que a velocidade do surgimento de novos casos desta doença dá a ela o status de epidemia. Nesse sentido, dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), apontam que os diagnósticos depressivos sextuplicaram nos últimos 16 anos, sendo que os jovens são os principais acometidos. Portanto, é fato que houve um aumento substancial do número de pessoas doentes. Tal quadro é preocupante, considerando que, segundo a OMS, 15% dos doentes comentem suicídio. Dessa forma, frente a gravidade aqui exposta, esta anomalia na saúde pública dever ser enfrentada pela sociedade.
Outrossim, cabe análise cuidadosa de aspectos da sociedade contemporânea que permeiam tão expressivo aumento de casos. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, o contexto sociocultural atual inunda os indivíduos de ansiedade e solidão. Esta manifestação decorre da efemeridade e liquidez que define todos os aspectos hodiernos da vida social. Sendo assim, Não há vínculos duradouros e tampouco objetivos a serem almejados. Enfim, A pós-modernidade produz indivíduos sem direção e solitários. Esse contexto é um pano de fundo perfeito para a instalação da depressão. Nesse ínterim, é válido destacar que os jovens, como sujeitos em processo de amadurecimento, são mais facilmente atingidos por esses aspectos disfuncionais da sociedade moderna.
Dessarte, medidas são imperiosas para o combate do aumento atual dos episódios depressivos entre os jovens. Urge a necessidade do Governo Federal iniciar campanha publicitária em rádio, televisão e mídias virtuais, abordando características da depressão e o risco de suicídio daqueles que não buscam ajuda. Está ação aumentará o número de pessoas que buscarão ajuda. Ademais, cabe às escolas de ensino médio iniciar campanha de conscientização, através da realização palestras e oficinas artísticas, com participação de profissionais de saúde e professores. Tais atividades fomentarão, entre os alunos, a discussão sobre a gravidade da depressão e a necessidade de tratamento. Assim sendo, o enfrentamento do problema será efetivo e o compromisso de zelar pela saúde das pessoas, firmado perante o mundo em 1948, honrado.