O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 13/10/2019

A Quarta Revolução Industrial, ocasionou danos psicológicos irreversíveis nos jovens da sociedade brasileira. Decerto, o uso das tecnologias modernas em excesso criou jovens preocupados, ansiosos e depressivos. Não obstante, muitos deles não têm noção dos problemas psicológicos que possuem.

Segundo a TIC Kids, 80% dos jovens usam celulares. Sob esse viés, o Brasil desenvolveu uma cultura tecnológica direcionada ao uso da internet, de forma exacerbada. Dessa maneira, o número de jovens preocupados com suas carreiras profissionais continuam crescendo devido à ansiedade que tais utilitários estimulam.

À vista disso, esse coletivo passa por constrangimentos por não terem alcançados méritos profissionais impostos pela sociedade contemporânea. Nesse cenário, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tornou-se o país com o maior número de pessoas depressivas no mundo, e, dentre elas, a maioria são jovens.

Além do mais, a contemporaneidade contribuiu para a idealização de um “apartheid” social. Ou seja, o sistema atual protege jovens de classes altas, e despreza todos os de classes baixas. Portanto, com a exaltação da classe maior favorecida, a classe baixa está submissa aos indivíduos de mais alta hierarquia na estratificação social.

Ademais, o conjunto de todos esses elementos, são os principais estimuladores para que os jovens sintam-se desnorteados e sem perspectivas, naturalmente, esses fatores não são notados por esses indivíduos, uma vez que estão inseridos em uma cultura de massa totalmente individualista na qual é considerada natural, quando na verdade é construtiva.

Destarte, compreende-se que, para alterar o sentimento de preocupação dos jovens contemporâneos, é necessário que, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) promova pautas de filosofia nas escolas sobre as construções sociais, com o fito desse coletivo compreender que as obrigações impostas não são uma verdade absoluta.

Por fim, paralelamente, o Governo Federal deve propagar, por meio da mídia digital, sobre os riscos que os dispositivos eletrônicos podem influenciar de forma negativa no quesito psicológico. Desse modo, os jovens ficarão mais atentos, e as patologias desenvolvidas neles tenderão a diminuir exponencialmente.