O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/10/2019
A depressão, ainda que acometa milhares de pessoas, é uma doença recente no mundo. Assim, sendo ela de difícil diagnóstico, é comum que pessoas a conheçam através de livros e filmes, não trazendo-a para dentro da sociedade, o que gera falta de compreensão e preconceito por parte das pessoas. Hodiernamente, o Brasil ocupa a terceira posição em número de pessoas com depressão no mundo, ficando atrás apenas da França e dos Estados Unidos. Nesse sentido, esse elevado índice de depressão se deve, sobretudo, à falta de informações sobre as causas e consequências dessa doença e à falta de políticas que amparam, de forma mais ampla, os que necessitam.
Em primeiro plano, por ser uma doença recente, as informações ainda são dependentes de novas pesquisas, o que gera pouco conhecimento da população. Tangendo-se a isso, a depressão, de acordo com especialistas, surge juntamente com o avanço do capitalismo atual, no século XXI, e mais precisamente com a modernidade líquida, marcada por comportamentos rápidos e fluidos - como evidenciou Bauman - em que pressões sociais e rotinas exorbitantes provocam mudanças no interior dos indivíduos, sendo uma delas a depressão. Desse modo, a informação acerca da depressão, em uma sociedade preconceituosa, ainda não faz parte do cotidiano das pessoas.
Em segundo plano, é papel do Estado garantir os meios para que essa doença, que acomete milhares de brasileiros, sobretudo jovens, seja tratada e curada. Dados do Ministério da saúde estimam que, de antemão, muitas pessoas que portam essa doença não sabem que ela pode fazer parte da vida de qualquer um e, muitas vezes, não buscam ajuda. Por outro lado, a depressão, se não for curada, pode resultar em problemas maiores, como o suicídio. Assim, a falta de políticas que trabalham prevenindo a depressão devem, de fato, serem mais eficientes para a sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, tais como, mediante ação do Ministério da Saúde, a realização de campanhas que abordem o tema com mais frequência, tanto em programas de televisão quanto em redes sociais, onde as pessoas são mais facilmente atingidas. Isso se daria por meio de propagandas que incentivassem a procura de ajuda ou informassem as pessoas sobre os diagnósticos a fim de reduzir os índices de depressão no Brasil e, por fim, garantir uma sociedade mais saudável.