O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/10/2019

O livro “Os sofrimentos do Jovem Werther” do escritor Goethe, desencadeou, na Inglaterra do século XVIII, inúmeros suicídios semelhantes ao descrito no livro. Com isso, acreditou-se, erroneamente, que citar tal ação seria apologia, assim sendo, a saúde mental tornou-se tabu na sociedade. No entanto, apesar da restrição, sabe-se que a depressão, e consequentemente, o suicídio entre os jovens tem aumentado no Brasil e tal doença precisa ser enfrentada.

Em primeiro plano, convém analisar que a competição entre os jovens instigada pela tecnologia contribui à problematica. De acordo com o filósofo Schopenhauer, os limites do campo visual do cidadão determinam sua percepção sobre o mundo. Nesse contexto, com o moderno meio cibernético, o entedimento de sociedade passou a ser através das redes virtuais, na qual os adolescentes comparam-se entre si, gerando ostentação excessiva,  e frustram-se por não ter o estilo de vida enaltecido em tal meio.

Outrossim, vínculos afetivos enfraquecidos auxiliam para o aumento da depressão. Acerca disso, segundo o sociólogo Émile Durkheim, um indivíduo transforma-se em vítima de suicídio quando falta coesão no grupo social do qual ele faz parte, ou seja, ambientes individualistas geram mais propensão à ação que decorre, principalmente, em razão da depressão. Nesse sentido, adolescentes que sofrem bullying de colegas têm tendência para desencadear quadros depressivos, e em casos graves, suicídio.

Portanto, é necessário que tal doença seja mitigada. Em razão disso, é necessário que o Ministério da Educação promova acompanhamento psicológico semanal de alunos nas escolas, por meio de profissionais capacitados, para garantir uma melhora da saúde mental dos jovens. Ademais, a forma de usar as redes sociais deve ser motivo de debate, através de palestras no ambiente estudantil e reflexões em aulas de filosofia, a fim de que o entedimento dos jovens sobre o mundo  torne-se mais saudável.