O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/10/2019
Na série, “Euphoria”, é retratada a vida de adolescentes – suas histórias, seus problemas familiares. Nesse contexto, uma das personagens, Rue, conta como sua vida foi afetada pela depressão que sentiu logo após a morte de seu pai. Fora da ficção, no entanto, milhares de adolescentes brasileiros sofrem com transtornos mentais, como a depressão. Isso devido ao uso descontrolado de mídias digitais, além da falta de assistência psicossocial.
Segundo o filósofo francês, Michel Foucault, a sociedade é moldada por estruturas de poder, controladas por panópticos – modelos circulares de vigilância. Paralelo a isso, as redes sociais podem ser comparadas ao modelo descrito por Foucault, visto que, o monitoramento excessivo por meio de fotos e vídeos faz com que a sociedade viva moldada em padrões estéticos, corroborando, de certa forma, com o aumento da depressão entre os jovens. Assim, enquanto a população não usar as redes sociais de maneira mais racional, esse transtorno continuará a ser um problema da atualidade.
Além do mais, a falta de assistência psicológica é um dos entraves que atenua a situação. Segundo o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações humanas é uma característica da modernidade líquida. Ocorre que, atualmente, devido à pressão exercida por parte da sociedade nos indivíduos e à falta de empatia, as pessoas – principalmente os jovens – estão cada vez mais deprimidos. Desse modo, é imprescindível que haja um serviço público de assistência psicológica para a amenização de um dos grande males do século XXI: a depressão.
Para que esse problema seja mitigado, cabe, portanto, ao Ministério da Saúde(MS) atuar em parceria com a mídia na sensibilização da população, por meio de campanhas publicitárias, que alertem sobre a necessidade de usar controladamente as redes sociais. Ademais o Estado deve prover assistência, por meio de atendimentos individualizados nos Centros de Atenção Psicossocial. Espera-se que com isso, jovens tenham estímulos para procurar ajuda especializada. Só assim, a depressão deixará de ser um problema e histórias semelhantes a da Rue ficarão apenas na ficção.