O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/10/2019

O jornal “Gazeta do Povo” divulgou um infográfico que mostra o Brasil no terceiro lugar do ranking de países que apresentam maiores casos de depressão no mundo. E, segundo o site “Carta na Escola”, esse problema atinge principalmente os jovens. Certamente, isso se agravou devido as redes sociais e ele pode ser mais complexo para os jovens de baixa renda.

Deve-se pontuar, de início, que os adolescentes da segunda década do século XXI foram criados com a internet, algo que, por um lado, é negativo, pois essa imersão nas redes sociais agravou o problema da comparação de vidas, como foi analisado pela série “Black Mirror” no episódio “Queda Livre” no qual duas jovens disputam, indiretamente, quem aparenta ter a melhor vida. Em virtude disso, criou-se adolescentes frustados que se sentem pressionados a terem uma “vida perfeita”, algo absurdo, porque tratam-se de realidades distintas.

Além disso, a questão financeira do indivíduo agrava esse problema, já que o Estado não se preparou para essa epidemia e não equipou o SUS para atender essa demanda, é retratado isso no episódio “Depressão” do programa “Profissão Repórter”, no qual mostra as dificuldades de pessoas em conseguirem acompanhamento psicológico, devido a falta deles em hospitais públicos. Por consequência, tem-se uma parcela de jovens de baixa renda que não tratam seu problemas.

Visto isso, faz-se necessário a reversão de tal contexto. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação crie uma política pública que vise dar suporte psicológico para os jovens, isso acontecerá por meio de grupos de terapia nas escolas no qual deverá ter algum profissional da saúde mental que mediará debates sobre as angústias dos jovens atuais. Ademais, é essencial que o Ministério da Saúde crie uma política pública que pretenda disponibilizar psicólogos gratuitos para a população brasileira, por meio de contratação desses profissionais que irão atuar em todas as UBS’s e UPA’s do Brasil. Assim, talvez em um futuro próximo, o país não estará em um dos primeiros lugares desse ranking.