O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Na obra “Os treze porquês”, é exibida a realidade de Hanna, que, devido a inúmeros problemas internos e externos vividos por ela, desenvolve um processo depressivo e pela ausência de apoio, comete um suicídio. De maneira análoga, observa-se, nos jovens brasileiros, um aumento exorbitante dessa doença, o que contribui diretamente na realidade psicossocial desses no cenário nacional. Logo, cita-se o aumento da pressão gerada sobre essa geração aliada à banalização da saúde mental como fatores que corroboram com o aumento da depressão entre os jovens no Brasil.

Primeiramente, é indubitável, de fato, que, após as Revoluções Industriais, o modo de vida dos indivíduos alterou-se radicalmente, dotando-o de um caráter com grande celeridade e técnicas capazes de aumentar o processo produtivo, o que , por consequência, ampliou a necessidade de trabalhadores com intensa capacidade intelectual. Por conseguinte, a expectativa, gerada pela sociedade, no que tange à essa geração, aumentou, visto essa ser vista como responsável, na maioria das vezes, pelo progresso da nação. Assim, nota-se que essa mudança contribuiu para o aumento da ansiedade entre esse faixa etária, sendo essa doença um dos pilares desencadeadores da depressão. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil encontra-se entre os países com maior índice desse distúrbio no grupo juvenil e essa realidade prejudica o desenvolvimento do tecido social. Demostra-se, assim, como o aumento da pressão sobre esse grupo contribui para desencadear a depressão desses.

Outrossim, é observado, nas teorias do filósofo John Locke, a colocação do homem como uma tábula rasa, ou seja, sua personalidade é moldada conforme as experiências vividas por esse. Dessa forma, ao ser inserido em uma realidade social na qual a banalização da saúde mental  ocorre de forma tão presente, os jovens, em grande maioria, tendem a apresentar distúrbios mentais, que, na pior das hipóteses, sucumbem em um episódio de suicídio, uma vez há escassez de profissionais capacitados para lidar com esse público, principalmente em zonas marginalizadas. Assim, evidencia como banalizar a saúde mental contribui para o aumento da depressão nos jovens do Brasil.

Portanto, diante dos argumentos mencionados, percebe-se a necessidade de pressurosas ações capazes de mitigar os fatores que corroboram com esse problema entre jovens brasileiros. Destarte, compete ao Estado -responsável pelo bem-estar social- aprimorar, por meio de investimentos financeiros, os programas já existentes de valorização da vida e tratamento de doenças como ansiedade e depressão, ofertando consultas gratuitas, principalmente em zonas marginalizadas, com profissionais capacitados a fim de auxiliar os jovens a lidarem com suas realidades interna e externa.  Assim, através dessas manobras, será possível diminuir os índices de depressão nesse público no Brasil e evitar que episódios como o vivido por Hanna seja realidade no país.