O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/10/2019
A Constituição Federal, de 1988, prevê para todos os indivíduos o direito à moradia, educação e saúde. No Brasil, entretanto, a baixa mobilização do Estado, associada à pressão social condicionada por diversos fatores, permitiu o agravamento no número de jovens com depressão, o que faz com que uma pequena parcela da população acabe por não poder usufruir de tais direitos. Nessa perspectiva, é necessário que tal problema seja amenizado, a fim de formar uma sociedade mais desenvolvida.
Em primeiro lugar, é evidente que o poder público falha em cumprir seu trabalho enquanto promotor dos direitos mínimos, o que contribuiu para a consolidação da depressão entre os jovens brasileiros. No entanto, segundo Aristóteles, a função da política é garantir a felicidade da população. Tal fato demonstra-se incoerente, na medida em que o Governo não oferece serviços qualificados de assistência, sobretudo para adolescentes em âmbito escolar ou na faculdade, onde esses se tornam mais susceptíveis a apresentarem a doença. Posto isso, torna-se necessária uma intervenção para que essa inaceitável situação seja mudada.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da autocobrança e da cobrança externa. De acordo com o médico Drauzo Varella, 5 em cada 100 adolescentes possuem depressão. Nessa lógica, infere-se que essa doença é estreitamente relacionada a alta pressão social exercida sobre os jovens, o que pode ser ocasionada por fatores sexuais, pelas altas expectativas impostas, pelo bullying, e até mesmo pela dificuldade de socialização, levando a um piora da gravidade da enfermidade quando não percebida rapidamente.
Portando, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas que funcionem também na prática, é necessário uma ação mais engajada do Estado. Logo, o Ministério da Educação, por meio de políticas públicas, abrir debate sobre o tema no âmbito do legislativo para que haja o sancionamento de leis que prevejam a criação de programas sociais que aumentem a assistência contra a depressão, utilizando-se de psicólogos preparados em escolas e faculdades para a realização de rodas de conversa e palestras. Assim, entende-se que o fito de tal ação é reduzir os índices dessa doença entre os jovens. Somente dessa forma, o problema poderá ser gradativamente erradicado.