O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/10/2019

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem estar social. Entretanto, o cenário visto pelo aumento da depressão entre os jovens no Brasil impede que isso aconteça na pratica, devido, não só a pressão social que afeta esses jovens, como também a falta de assistência familiar e medica. Nesse contexto, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Portanto, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racionar pensar que o Brasil possui um sistema público de ensino bem estruturado e eficiente. Porém a realidade é justamente o contrário e o resultado se ver refletido no aumento de depressão entre os jovens. Segundo Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Logo, é evidente que a forma como as crianças e adolescentes vem sendo educados, contribui de forma drástica para este impasse. Muitas vezes, os transtornos psicológicos provem da pressão social existente nas escolas. Isto envolve não apenas o aglomerado de trabalhos acadêmicos e a má relação entre aluno e escola, mas também as diferenças culturais, morais e a discriminação. Tudo isso contribui para o surgimento de agressões físicas e verbais, isolamento social e humilhações, neste ambiente.

Ademais, é importante apontar a forma como os relacionamentos familiares tornam-se cada vez mais vazios. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo Polonês, a falta solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade Líquida’ vivida no século XXI. Diante disso, observa-se a importância da solides de setores sociais, como a família e escola, para o desenvolvimento saudável de um indivíduo.

Faz-se mister, ainda salientar a falta de assistência médica pública para os jovens que enfrentam tais conflitos, como impulsionador do problema. Já que tratamentos psicológicos particulares tem um custo alto e consultas no SUS (Sistema Único de Saúde) tendem a serem demoradas e difíceis de conseguir.

Portanto, torna-se indispensável a adoção de medidas que utilizando a educação e a saúde pública faz-se possível conter o aumento da depressão. É necessário que o Ministério da Educação juntamente com as prefeituras municipais insiram no ensino regular aulas sobre o tema orientadas por profissionais capacitados, para isso seria necessário uma mudança na grade curricular fazendo uso do sexto horário. Além de desenvolver nas escolas palestras com os pais uma vez no mês, afim de orienta-los sobre o assunto. Outrossim ,cabe ao Ministério da Saúde criar melhorias no SUS, afim de garantir atendimento eficiente a toda população brasileira. Assim conseguir-se-á uma sociedade coesa e harmônica.