O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana da depressão entre os jovens no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que a luta pela saúde mental dos púberes é um desafio no país o qual ocorre, infelizmente, devido não só pelo excesso de cobrança, mas também pela insegurança em relação ao futuro.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o aumento da depressão deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que percebam e diagnostiquem os indivíduos com esse problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido a cultura de competitividade existente nas escolas, no qual, infelizmente, exige que você sempre deva melhor em todas as áreas. Tal fato pode ser comprovado na série “THE POLITICIAN”, que mostra um jovem que não aguenta toda essa grande pressão no âmbito escolar e acaba tirando a sua vida.

Ademais, é imperativo ressaltar o processo de aceleração da vida como promotor do problema. De acordo com uma matéria da Veja, um dos sinais da depressão é a insegurança, no caso sendo ela associada com expectativas em relação ao futuro. Partindo desse pressuposto, nota-se que os jovens são submetidos a muita pressão sobre decisões importantes que devem ser tomadas cada vez mais cedo, quando ainda não apresentam experiência e habilidades psíquicas para lidar com frustrações e situações de muita responsabilidade. Tudo isso lamentavelmente retarda a resolução do empecilho, já que toda essa ansiedade gerada contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema mental, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e o da Saúde, sera revertido em unidades de apoio com psicólogos e psiquiatras para que os jovens que se estão no limite da auto-cobrança, dividam o fardo de suas incertezas com um profissional busquem ajuda. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da depressão entre os jovens. Assim, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.