O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/10/2019
Ao afirmar, em sua célebre canção “O Tempo Não Para”, o poeta Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois os desafios para o combate à depressão no Brasil no século XXI não é um problema atual. Desde o século passado às pessoas não dão relevância para esse grave problema. Do mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades ainda persistem, seja pela negligência do governo, seja pela ignorância da sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a politica deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a depressão é um problema que vem crescendo exponencialmente e precisa urgentemente de uma intervenção do estado no problema.
Outrossim, destaca-se a falta de uma estrutura educacional como impulsionadora do problema. De acordo com Émile Durkheim, o fato coletivo é uma maneira de agir e pensar, dotada de exterioridade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a falta de uma educação de qualidade acaba afetando o futuro das pessoas, e indiretamente os problemas psicológicos no futuro.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte o governo deve promover campanhas que visem o combate a depressão, por meios de propagandas e comerciais, promovendo o direito da sociedade de saber o quanto é grave tal problema social. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o ministério da educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por professores e psicólogos para que seja debatido sobre a depressão, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade nas sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.