O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Segundo relatório divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil ocupa o 32º lugar no Ranking da Felicidade. Tal posição é reflexo de diversos infortúnios da sociedade brasileira, entre eles, o aumento da depressão entre os jovens, que persiste devido à falta de informação no ambiente escolar e a abordagem errônea da mídia sobre o tema.

Mormente, é fulcral pontuar que a escassez de informações nas escolas é um fator para o aumento da depressão entre os jovens da nação. Afinal, os alunos passam parte do dia no ambiente escolar, aprendendo matérias de extrema importância, mas sem nunca refletirem sobre suas questões interiores. De tal modo, que sem o suporte familiar e da comunidade escolar acabam se afastando da escola em momentos de dificuldade, como também, levados a se informarem por meios tendenciosos e danosos.

Ademais, é imperativo ressaltar que a abordagem errônea da mídia contribui para o aumento da problemática. Acerca disso, o filósofo Douglas Kellner em sua obra “A Cultura da Mídia” descreve que nas sociedades contemporâneas, as personalidades são mediadas pela mídia, que fornece moldes e ideais para a construção do eu. Analogamente, diversos produtos culturais, como a série “Thirteen Reasons Why” já foram acusadas de glamourizar o depressivo e causar o suícidio de jovens nos Brasil e nos Estados Unidos. Igualmente, deve-se questionar o papel das igrejas que ocupam a grade de grandes emissoras, pois, essas tendem, de maneira repreensível, relacionar a cura da depressão como uma questão de fé, afetando segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais de 80% da população brasileira, que se declara cristã.

Portanto, medidas concretas devem ser tomadas para amenizar o problema. O Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve produzir curtas-metragens educativos, com o suporte de importantes produtoras audiovisuais e diretores famosos, tais curtas devem ser exibidos desde o ensino fundamental, seguido de debates entre os alunos e psicólogos. Nesse sentido, o intuito da proposta é valorizar o aluno e fazer com que ele se sinta acolhido pela comunidade escolar e saiba como lidar com a depressão, com a constante ajuda de psicólogos. Feito isso, o conflito vivenciado será gradativamente amenizado e o país poderá ocupar uma melhor posição no Ranking da Felicidade.