O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Considerado o maior poeta do Brasil, há mais de 30 anos, Carlos Drummond de Andrade faleceu sob uma intensa depressão. Vitimizando não só célebre nomes como também os anônimos, a doença crônica vem aumentando no Brasil, especialmente entre os jovens, e encontra auxílio no tabu e no estilo de vida da atualidade.

Em primeiro lugar, cabe analisar a visão de mundo atual sobre a doença. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há 300 milhões de pessoas no mundo afetadas pela depressão, porém, estima-se que o número seja ainda maior. Na atualidade, o termo passou a igualar-se com uma tristeza ocasional ou até se tornar um tabu ligado ao suicídio. ao qual se evitar falar e, consequentemente, dificulta identificar e tratar.

Além disso, somado a censura social do tema, há a atribulada vida contemporânea que inclina jovens brasileiros à depressão. Os desafios e responsabilidades do indivíduos de 15 a 24 anos vão além dos estudos e incluem a inserção num mercado de trabalho saturado, a competitividade e o individualismo. Atacados por todos os lados, essa juventude se fragiliza e, segundo Augusto Cury, médico e escritor, e entregue ao último estágio da dor humana: a depressão.

Portanto, medidas se fazem necessárias para resolver o impasse. É preciso que a família e a sociedade, através do lazer, conversas em grupo e palestras comunitárias, construam e fortaleçam os laços familiares e de solidariedade para com os portadores da doença, auxiliando, assim, a enfrentas a condição. Além disso, o Ministério da Educação deve promover eventos escolares e universitários esportivos e de relaxamento na tentativa de aliviar parte da rotina estressante dos jovens.