O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 26/10/2019
De acordo com a OMS, não há definição exata para saúde mental. Porém, pode-se inferir, seguramente, que a depressão a atinge, pois quadros psíquicos como esse interferem drasticamente na vida da pessoa. Outrossim, o Brasil é, hodiernamente, um dos países com maiores índices da doença. Isso se deve, principalmente, ao fato de que não há uma política pública efetiva que combata o problema. Ademais, o senso comum, muitas vezes preconceituoso, dificulta a solução.
Em primeira análise, cabe definir as características da doença para, desse modo, desmentir a errônea ideia popular que existe. Segundo os comentários de Dráuzio Varella, em seu canal do “Youtube”, a depressão difere das tristezas cotidianas, pois ela se prolonga por grandes períodos, além de causar insônia, problemas alimentícios, entre outras complicações. Portanto, é extremamente infundada a concepção de que o indivíduo estaria fazendo “frescura”, afirmação recorrente no senso comum.
Além do mais, o Estado não cria os devidos meios para o combate à depressão. Apesar de existir as orientações oficiais sobre como tratar pessoas com a doença, essas instruções não são conhecidas popularmente. O conhecimento da população em geral é mister para conter o crescimento do problema, logo, é lamentável que o governo não propicie essa conscientização.
Ante o exposto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação (MEC), crie o programa “Saber Salva”, que, por meio de alterações no currículo escolar do Ensino Médio, consista em orientar os jovens acerca de como identificar o problema e, posteriormente, ajudar o indivíduo necessitado. Também deve ser inserido na grade escolar o que não é recomendável fazer, pois, nessas situações, há práticas recorrentes que só agravam a depressão. Tal atitude governamental reduziria os números crescentes da doença no país.