O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/10/2019
Nos poemas de Augusto dos Anjos, poeta brasileiro pré-modernista, o eu lírico retrata a melancolia gerada, em grande parte, pelo seu conhecimento a respeito do mundo. Um século depois, essa realidade se torna a dos jovens do Brasil com o aumento constante dos casos de depressão destes. Esse problema é causado não só pelo motivo citado, mas também pelo surgimento das redes sociais. Logo, é essencial uma forma de apaziguar tal questão.
Antes de mais nada, é importante salientar a relação entre sapiência, depressão e como isso afeta os brasileiros. De acordo com Nietzsche, filósofo niilista do século XIX, em seu livro “Humano, Demasiado Humano”, a inteligência está diretamente ligada à melancolia, ou seja, quanto maior a taxa de escolaridade de um país, maior será a de abatimento. Como exemplo disso, pode-se citar os dados do Ministério da Educação (MEC), que mostram o aumento do índice de educação no Brasil. Em contrapartida, as informações divulgadas pela Organização Mundial de Saúde apontam o aumento do suicídio neste país.
Ademais, as redes sociais propiciam a melancolia. De acordo com o artigo da revista científica britânica Nature, as redes sociais propiciam o surgimento de depressão e ansiedade em seus usuários. Estes, por sua vez, conforme divulgado pelas empresas Google e Facebook, são compostos, majoritariamente por indivíduos entre 10 e 30 anos. Tal fato é inadmissível, pois prejudica a psique do jovem sem que traga algum benefício.
Portanto, visto que as redes sociais e a educação ajudam a formar novos casos de depressão, é necessário preparar os jovens para isso. Assim sendo, o MEC e o Ministério da Saúde podem criar centros psicológicos nas escolas, que tratarão sobre as redes sociais, a inteligência e a adolescência para reduzir os casos de depressão da próxima geração ao longo do tempo. Para tornar isso possível, esses órgãos devem criar uma lei que obrigue os colégios. Dessa forma, os filhos do carbono e do amoníaco não estarão profundissimamente hipocondríacos como o lirismo de Augusto dos Anjos.