O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/10/2019
“Nada no mundo é mais assustador que a ignorância em ação.” De acordo com Johann Goethe, a ignorância em ação dá impulso para uma realidade assustadora, ou seja, um caleidoscópio social negativo. Tal assertiva se rotula na questão da depressão, uma doença que ainda é, considerada por muitos, “inexistente” e tratada como “frescura”. Ora, um problema psicológico banalizado, seja por um coletivo distante, seja por uma saúde pública ineficiente.
Nessa perspectiva, encontra-se, à priore, um retrato de um coletivo individualista. Segundo a teoria “A modernidade líquida” de Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea, frente a globalização, tornou-se individualista e consumidora. Tal comportamento se mostra como uma problemática, haja vista o aumento dos meios de comunicações: o que gera um distanciamento social. Essa consequência corrobora, especialmente, em pessoas com problemas mentais, um isolamento. Com isso, tem-se a depressão tonificada no ambiente público.
Outrossim, é a precária saúde pública do Brasil, algo que acentua essa mazela. O filme “Coringa”, lançado em 2019, mostra transtornos mentais vivido pelo personagem Arthur Fleck. Tal obra expõe, também, a ineficiência do atendimento oferecido pelo Estado. Essa dificuldade se mostra ocorrente na terra tupiniquim, onde se encontra o SUS incapaz de atender a crescente demanda sobre os casos de depressão. De fato, um serviço inapto oferecido pelo governo, corrobora para essa problemática.
Portanto, refletir sobre a depressão no Brasil se faz crucial. Urge que a mídia alerte sobre as relações sociais na convivência, por meio de discursos nas principais redes e pelo entretenimento, com o intuito de ceifar o insolamento dos indivíduos. Ademais, é significativo que o Estado melhore as condições hospitalares no setor psicológico, por meio de investimentos e impulsos na formação de especialistas, a fim de oferecer e acompanhar a demanda necessária da sociedade. Assim, o aumento de casos depressivos tende a diminuir e essa doença se tornar controlável.