O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o aumento da depressão entre jovens, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente pra a sociedade.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, é indubitável que a depressão é uma doença crônica que está mais frequente na vida dos jovens, que pode se desenvolver a partir de experiências com drogas, álcool e violências, dentre outros, causando sintomas como falta de energia, insônia e variações no humor, bem como pensamentos suicidas, que é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, dados esses informados pelo portal de notícias G1.

Outrossim, destaca-se a condição financeira como impulsionador do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Diante disso, observa-se que a baixa qualidade de vida pode levar a depressão, como acorreu na crise de 29, onde a bolsa de valores quebrou e levou a população ao desespero, acabando em grande tragédia. Diante do contexto, é notório que para que o equilíbrio seja alcançado, é necessário que a população tenha conhecimento da doença e uma boa qualidade de vida, já que de acordo com o artigo 196 da constituição brasileira, a saúde é direito de todos e dever do Estado.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, urge que o Estado invista em um salário melhor aos brasileiros para melhorar a qualidade de vida, e invista no SUS para o tratamento da depressão. Logo, o Ministério da Saúde e Educação devem instituir, nas escolas e por toda a mídia, campanhas ministradas por psicólogos, mensalmente, que discutam sobre os males da depressão e a importância de se procurar ajuda, principalmente após violências e traumas, bem como manter uma vida saudável, longe de drogas e excesso de álcool. Dessa forma, o Brasil poderia superar o problema.