O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Plenitude

Embora o aumento dos casos de depressão entre os jovens seja uma realidade no Brasil, a pauta da saúde mental está apenas “engatinhando” no cotidiano nacional. Apesar de o cantor Renato Russo dizer que: “nada é fácil de entender”, ainda assim tentam qualificar o estado depressivo como uma “frescura” por parte do indivíduo, este que por vezes se sente incompleto. Diante disso, o Estado demonstra letargia em tratar essa população, mesmo que seja um direito constitucional. Enquanto isso, parte da sociedade mantém um pensamento retrógrado e os tratam como empecilhos.

A priori, o debate sobre a saúde da mente humana foi negligenciado pelo governo e pelos estamentos sociais. Conquanto, recentemente, o tema seja abordado por algumas mídias, como a série da Netflix “13 reasons why”, ainda assim, o pensamento predominante na sociedade é que a mazela mental é pieguice do indivíduo. Nesse contexto, segundo a OMS 11,5 milhões de jovens brasileiros sofrem de depressão. Desse modo, a assistência à saúde mental por parte estatal é aquém do necessário e o direito constitucional parece uma realidade distante para os doentes.

Outrossim, as unidades CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) tem sua funcionalidade comprometida pela falta de profissionais e medicamentos, além do curto horário de atendimento. Além disso, o IPESP (instituto de pesquisas sociais, políticas e econômicas) atesta que 33% da sociedade brasileira acredita que a depressão é sinônimo de fraqueza e é fundamental que ela seja tratada de maneira séria. Em suma, ainda são inúmeras as páginas nas redes sociais que satirizam o termo depressão, a exemplo das “Depressão de que?” e “Frescura e depressão”.

Destarte, a situação da saúde mental dos jovens brasileiros é preocupante. Nesse cenário, o Estado deve proteger e tratar aos que sofrem dos distúrbios psiquiátricos – pois é um direito Constitucional – por meio da criação de unidades de pronto atendimento com funcionamento 24h, a fim de promover um cuidado constante e diário dos doentes. Ademais, a sociedade precisa entender que as mazelas não são uma fraqueza pessoal e por meio de denúncias, marcar as páginas que ofendem os enfermos. Por conseguinte, apesar de ser uma patologia de difícil entendimento, o tratamento é possível e necessário para que os jovens possam ter plenitude.