O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2019
No filme “Coringa”, lançado no ano de 2019, o protagonista Arthur, que apresentava depressão e diversos transtornos, sofria com a repulsa e constantes agressões da população, além de ser negligenciado pelo governo, o que piorava mais seu quadro psíquico. Fora da ficção, a realidade não está distante, visto que o desconhecimento populacional juntamente com a falta de suporte governamental são fatores que contribuem para o aumento no número de depressão no Brasil.
A princípio, o preconceito envolto dessas pessoas que sofrem com distúrbios psíquicos, decorrente da falta de conhecimento populacional e familiar, é um agravante dos casos dessas doenças. Consoante a frase do filósofo Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, percebe-se que essa desinformação do que é a depressão impossibilita o reconhecimento de sua seriedade e suas consequências desastrosas. Desse modo, esse cenário descredibiliza os sintomas e agrava a dificuldade de superação dos doentes.
Ademais, a desestruturação governamental de centros de apoios dificulta o tratamento dessas pessoas. Nesse diapasão, a população não encontra locais que forneçam o tratamento médico necessário em suas cidades, de modo que há mais de 14 milhões de brasileiros com depressão e mais de 75% não recebe o devido apoio, segundo a ONU. À vista disso, esse contexto contribui para desamparo familiar e a morosidade de cura.
Em suma, está claro que o número de jovens depressivos tornou-se um problema público. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério da Saúde, principal competência que rege os investimentos nesse setor, na disponibilização informacional, por meio de campanhas, o ano todo, em outdoors e telas de cinemas, a fim de atentar aos pais e a população sobre os riscos e as dificuldades enfrentadas por esses jovens. Além disso, é importante que a Secretaria da Saúde, forneça estrutura para as famílias, por intermédio de centros especializados gratuitos e espelhados nos municípios, impedindo que a história de Arthur se repita.