O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Émile Durkheim, sociólogo francês, dizia que além de formador da sociedade, o homem é um fruto dela. Nesse sentido, ao falar do aumento da depressão entre os jovens no Brasil, é preciso analisar o contexto cultural. endo assim, pode-se a alta pressão acerca dos resultados acadêmicos e profissionais e também as redes sociais como pilares da problemática em questão.
Cabe pontuar, primeiramente, que há alta demanda por sucesso dos jovens. Tal fato aumenta a autodepreciação por não alcançar o objetivo. Nessa perspectiva, ao falar de vida acadêmica, segundo o Ministério da Educação (MEC), cerca de 5,1 milhões de pessoas se inscreveram no ENEM 2019, mas o número de vagas é de aproximadamente 239 mil. Observa-se, então, que a pressão acerca dos resultados nos vestibulandos é alta, o que acaba por gerar insegurança, ansiedade entre outros males relacionados à depressão.
Outrossim, aplicativos como o instagram, onde todos aparentam possuir vida perfeita, afetam a saúde mental da população que não tem tal “realidade”. Ademais, Émile Durkheim comparava a sociedade a um organismo vivo, onde todos os órgãos precisavam estar em harmonia para haver o devido funcionamento. Tal premissa é contrariada ao deparar com os problemas de saúde psicológica, o que pode ser comprovado com um relatório da Organização Mundial da Saúde o qual diz que cerca de 15% da força de trabalho abandonaria os postos por causas relacionadas a doença.
Fica claro, portanto, que o aumento da depressão entre os jovens é um problema. Logo, cabe ao Governo Federal, via Ministério da Saúde, diminuir a pressão encarada pelos jovens, mostrando que existem outros caminhos além da faculdade. Tal reparação pode ser concretizada investindo em cursos técnicos públicos, a fim de dar outras vias a serem seguidas por tal população. Por fim, tomada tal medida, a sociedade poderá formar homens mais saudáveis, seguindo a filosofia de Durkheim.