O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2019
A Constituição Federal Brasileira garante aos brasileiros a inviolabilidade do direito à saúde. No entanto, a banalização no tratamento da depressão impossibilita que muitos cidadãos desfrutem dessa prerrogativa. Nesse contexto, não há dúvidas de que essa situação é um desafio nacional, a qual ocorre devido não só pela precariedade dos serviços públicos de saúde, mas também alto poder de alienação das redes sociais.
Vale destacar, de início, que umas das principais motivações para essa questão é a precariedade dos serviços públicos de saúde. Isso porque a falta de estrutura dos Centros de Atenção Psicossociais e dos hospitais especializados compromete a saúde mental em escala nacional. Isso se explica porque, apesar do Estatuto do Idoso garantir o direito à saúde, a má gestão dos recursos públicos e a corrupção comprometem a qualidade dos serviços prestados, dificultando o tratamento da depressão no Brasil.
Faz‐se mister, ainda, salientar o alto poder de alienação das redes sociais como impulsionador do tema. Visto que facebook e instagram são ferramentas de grande impacto midiático e permitem cada vez mais interatividade entre os usuários. Porém, através delas as pessoas são expostas a um tipo de vida ideal, propagado por influenciadores digitais. Essa falsa propaganda de sucesso faz com que, inconscientemente, alguns indivíduos não se sintam completos e felizes, tornando-os propensos ao isolamento. Portanto, propagandas iguais a essas, infelizmente compartilhadas nas redes sociais, alcançam mais de 500 mil pessoas, conforme dados apresentados na Folha Notícia UOL. Tal situação agrava o problema da depressão, pois em concordância com Francis Bacon, “o modo mais seguro de prevenir as revoltas é eliminar a matéria”. Por isso, é fundamental que haja conscientização nacional, com foco em minimizar tal cultura, bem como promover projetos que visem mais interações reais do que virtuais.
Enfim, tendo em vista garantir os direitos à saúde aos brasileiros, o Ministério da Saúde deve promover a melhoria das políticas público de saúde, por meio de investimentos direcionados às unidades psicossociais e às campanhas que promovam o combate à depressão, bem como mostrar os prejuízos que a cultura da “vida perfeita”, visto nas redes sociais, representa à sociedade. Isso pode ser feito desde cedo nas escolas, com a elaborações de trabalhos e campanhas educativas sobre orientações e divulgações quanto à importância da valorização da vida, onde alunos, pais e professores serão o público alvo. Desse modo, os indivíduos terão seus direitos garantidos na prática, conforme Carta Magna.