O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/10/2019

A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão do aumento da depressão entre os jovens no Brasil. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da má influência midiática e da importância na formação familiar que se modifica ao longo dos tempos.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a má influência midiática presente na questão. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do aumento da depressão entre os jovens no Brasil.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a formação familiar, que impacta diretamente no aumento da depressão entre os jovens no Brasil . De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual para que a depressão entre os jovens deixe de fazer parte da sociedade brasileira. Logo, é fundamental a criação de ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar da sociedade atual pelo Ministério da Cultura, em parceria com o Ministério Público. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos enquanto seres singulares, além de relatos de experiência, dados estatísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.