O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Na literatura brasileira, as obras da segunda geração do Romantismo, no século XIX, foram escritas com certo exagero sentimental e temáticas pessimistas. Analogamente, o cenário atual no Brasil coincide com as características presentes nas poesias e prosas, que expressavam sentimentos de depressão, fato que vem aumentando entre os jovens. Nesse contexto, não há dúvidas de que a doença é um desafio que ocorre devido a tristeza e é responsável por impulsionar os casos de suicídio.   Primeiramente, vale ressaltar que a insatisfação com a vida, as cobranças cotidianas, os padrões impostos pela sociedade e a tristeza são os principais fatores que desencadeiam o nomeado “novo mal do século”. De acordo com o sistema de mortalidade do Datasus, em 16 anos o número de mortes relacionadas com a depressão cresceu 705% no Brasil. Diante do exposto, é inadmissível que a doença continue fazendo vítimas, todavia, a dificuldade de compreender a depressão como uma doença implica no diagnóstico, somado a isso, a falta de apoio familiar e o preconceito social para quem apresenta os sintomas psicológicos, apenas atrapalha o tratamento daqueles que são portadores da enfermidade.   Outrossim, destaca-se o suicídio como principal fenômeno complexo que afeta os jovens com depressão. Segundo o sociólogo e antropólogo francês Emile Durkheim, “O indivíduo se mata para parar de sofrer”. Nesse contexto, vale analisar a dificuldade da aceitação e a falta de motivação para viver de uma pessoa depressiva, trata-se da segunda maior causa de morte entre os jovens, fazendo com que seja necessária uma avaliação desde o princípio e que os familiares e amigos consigam identificar as mudanças de comportamento do indivíduo.

Portanto, medidas são necessárias para resolver a incidência de casos de depressão. Sob essa perspectiva, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, devem conscientizar sobre a doença, por meio de palestras nas escolas, para informar a sociedade através da mídia sobre os centros de valorização da vida (CVV’s). Dessarte, o número de casos da doença irá diminuir junto aos casos de suicídio para aliviar o sofrimento, como estudava Emile Durkheim. Ademais, as famílias devem apoiar os enfermos, exaltando a importância do tratamento e oferecendo carinho para quem sofre com os sintomas. Desse modo, o Brasil poderá entrar em um cenário diferente do que ocorreu nas obras do romantismo no século XIX.