O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Desde o século XIX, durante a Segunda Geração do Romantismo, conhecida como “Mal do século”, marcada pela presença de temas melancólicos em suas obras e a morte prematura de seus escritores, a doença que hoje é conhecida como depressão tem grande incidência na sociedade. Atualmente, o problema vem crescendo ainda mais, tendo maior expressividade entre jovens. Posto isso, é necessário discutir a problemática diante de dois vieses: suas causas e sua persistência.
A priori, é preciso destacar que a Organização Mundial da Saúde, destacou a depressão é a segunda causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos e as mudanças comportamentais dos jovens são fatores precursores do quadro. Segundo o sociólogo Zigmunt Baumam, em seu conceito de “Relações líquidas”, os vínculos atuais são frágeis e há uma instabilidade nas relações, ou seja, não é necessário pertencer a algo. Consequentemente, a falta de pertencimento, aliado ao individualismo, desencadeiam sentimentos e sensações que tendem a desestabilizar fisicamente e emocionalmente o indivíduo. Sendo os jovens um grupo suscetível, pois durante a adolescência até a concretização para a vida adulta, esses passam por mudanças comportamentais e hormonais, as quais provocam sensações de medo, ansiedade e desânimo, podendo assim desencadear um quadro depressivo.
Não obstante, embora atinja 300 milhões de pessoas no mundo, sendo o Brasil o terceiro com maior número de casos, segundo a OMS, existe uma ignorância sobre o assunto que corrobora para sua prevalência. Mesmo com novas informações surgindo, a depressão ainda é muito particular em cada indivíduo, porém é comum que pessoas com quadros depressivos tendem a não aceitação, a sensação de falso bem-estar e ao isolamento. Indo de encontro com a ótica de Durkheim da teoria do “Fato Social”, a qual defende que ao se afastar da sociedade, o indivíduo deixa de se conhecer e de se pertencer. Outrossim, esses mesmos sintomas podem ser incompreendidos por familiares e amigos, os quais podem causar uma aversão ao jovem em questão, assim, reiniciando o ciclo, e sendo ainda mais difícil atenuar o problema.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, conscientização e prevenção da depressão, por meio de campanhas educacionais escolares e comunitárias, tal projeto trabalharia o tema nas escolas e nas Unidades Básicas de Saúde, ao menos uma vez por mês e não só durante o Setembro Amarelo, em parceria com toda comunidade, pais, professores e profissionais de saúde, incluindo do CAPS, tratando de entender melhor essa parcela da população, objetivando a diminuição da incidencia e oferecendo mehor qualidadde de vida aos que tenham a depressão.