O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Depressão no século XXI
A depressão, considerada como o “mal do século” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma doença multifatorial, ou seja, pode ser desencadeada por fatores genéticos, biológicos ou ambientais. Nesse contexto, os jovens brasileiros representam umas das principais classes afetadas por esse transtorno de humor. Esses indivíduos, muitas vezes, estão desanimados com o cenário que estão inseridos e não possuem vontade de planejar o futuro. Desse modo, é importante diminuir as causas dessa patologia e controlar sua taxa – principalmente entre a juventude -, para que suas relações com a sociedade sejam agradáveis, garantindo assim uma melhor qualidade de vida para essa e as futuras gerações.
Em primeiro lugar, vale destacar as principais origens dessa condição na contemporaneidade. Além dos fatores genéticos, os quais podem contribuir para um aumento de casos depressivos entre membros de uma mesma família, o contexto social no qual o indivíduo está exposto exerce grande influência sobre o psicológico das pessoas. Nesse prisma, a ideia do sociólogo Zygmunt Bauman representa bem a modernidade ao afirmar que “Vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar.” Dessa maneira, as relações pessoais perdem a solidez e se fragilizam, o que afeta o emocional dos jovens, que não veem uma perspectiva de vida em um mundo que se preocupa muito mais com o prazer imediato em relação ao futuro.
É indispensável salientar também que a depressão traz outras consequências para o indivíduo ademais do desânimo quanto às atividades diárias. Muitos jovens ficam isolados, deprimidos, tem seu rendimento escolar ou profissional afetado negativamente, baixas no sistema imune e até pensamentos suicidas começam a surgir. Por isso, as alarmantes taxas de crescimento de casos de depressão no Brasil – de acordo com a OMS, o país possui o maior número de pessoas em depressão da América Latina - são de interesse do bem estar da sociedade como um todo, para se evitar suas consequências.
Fica claro, portanto, que a depressão é um problema de saúde pública e deve ser levada em consideração nas ações realizadas pelas entidades responsáveis. É preciso que o Ministério da Saúde promova campanhas efetivas e atividades para se combater esse problema. Dentre elas, deve-se melhorar o ambiente de estresse causado pela agitação da atual sociedade. Para isso, palestras sobre uma vida mais saudável, com uma alimentação equilibrada, promoção de atividades físicas e entretenimento para a população contribuem para uma melhor qualidade de vida, garantindo assim relações sociais menos efêmeras e um futuro diferente da modernidade líquida em que vivemos hoje.