O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Hodiernamente, a fugacidade nas relações pessoais e profissionais culminam para uma diminuição na saúde mental, ocasionando o aumento na depressão entre jovens no Brasil, segundo o psiquiatra Augusto Cury. Nesse viés, pessoas que são acometidas pelo transtorno depressivo geralmente apresentam negligenciação do corpo e incapacidade de praticar tarefas básicas cotidianas e, algumas vezes podendo chegar ao suicídio. Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação evidencie a importância da discussão sobre as doenças mentais.

Em primeira instância, segundo o Filósofo Polonês Zygmunt Bauman, vivemos em uma modernidade líquida, pois toda a estrutura social muda de forma fugaz. Dessa forma, torna-se difícil se adaptar-se às excessivas cobranças e velozes transformações sociais, assim comprometendo a sanidade mental, posto que o jovem é imposto a absorver informações em demasia o mais rápido possível, por conta de um mundo globalizado, sendo chamado esse problema de síndrome do pensamento acelerado por Augusto Cury. Ainda nesse viés, Bauman também infere que a relação excessiva entre o jovem e as Redes sociais pode ser prejudicial a ele, uma vez que o algoritmo apresenta-o diversos corpos e estilos de vida invejáveis, deixando-o deprimido, visto que este ao se comparar com o modelo mostrado, irá ter sua autoestima comprometida e, consequentemente poderá ficar depressivo.

Desse modo, em segunda instância, a OMS (Organização Mundial de Saúde) mencionou que o Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade e estresse na América Latina, tendo aumentando 18% nos casos de depressão. Dessarte, percebe-se a tamanha gravidade desse imbróglio, já que as consequências não só da ansiedade como de quaisquer outros problemas que comprometam a saúde mental vão do descuido de cuidados básicos corporais, dificuldade de realizar tarefas simples, podendo chegar ao suicídio, consoante à OMS. Do mesmo modo, as consequências sociais também são desastrosas, agravando ainda mais o quadro, podendo ser: problemas nos relacionamentos afetivos, desemprego, isolamento social e propensão à vícios em drogas, segundo o laboratório Hipolabor.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova a discussão sobre a saúde mental no ensino, alterando a base curricular comum Brasileira. De forma com que sejam elegidos psicólogos e psiquiatras para realizar palestras com a presenta de pais e responsáveis durante a sessão. Assim, oferecendo informação e formando uma sociedade consciente e tolerante à causa, para que se consiga um país com taxas reduzidas de transtornos mentais.