O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Dado disponibilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, em 2017, o Brasil apresentava a maior taxa de pessoas com depressão da América Latina. Além disso, notícia veiculada no site jornalístico G1, afirma que a taxa de suicídio no país aumentou 7% em seis anos, caminhando no sentido oposto à tendência mundial. Entretanto, apesar de alarmante, as medidas acerca do tratamento da saúde mental não se mostram eficientes. Nesse sentido, demonstra-se necessário informar a população a respeito da condição e dos tratamentos disponíveis.
De certo, o bombardeio informacional proporcionado pelas redes sociais pode ser agente do surgimento ou agravamento de pensamentos danosos. A exibição daqueles que seriam os modelos ideais a serem seguidos, causa influência na mente do jovem e colaboram para o aparecimento de comparações, que podem gerar sensação de insuficiência e desesperança. Tais sentimentos, quando não expostos e controlados, ocasionam um agudo sofrimento.
Outro fator que serve como obstáculo, é a desinformação da população acerca da doença. Uma vez que desconhecidos os sintomas e a gravidade, abre-se uma brecha para julgamentos errôneos, tais como reduzir as manifestações à preguiça, ou desinteresse. Embora muitos tentem pedir ajuda, a falta de conhecimento aliada ao negligenciamento da depressão, tornam árduo o caminho do enfermo até conseguir orientação profissional.
Assim sendo, o Ministério da Saúde, aliado a Secretaria Especial de Assistência Social, através de subsídios governamentais, deve criar propagandas informativas sobre a doença. O material publicitário deverá ser veiculado nos meios de comunicação de massa, visando assim, informar aos cidadãos sobre como identificar sintomas, e onde dirigir-se caso sejam percebidos indicativos. Além disso, faz-se necessário o aumento dos postos de atendimento psicológico, esta medida, advinda da parceria com instituições de ensino superior. Dessa maneira, os eventos seriam melhor compreendidos e o preconceito em relação a depressão diminuiria. Gerando assim, maior qualidade de vida e a possibilidade do Brasil sair do pódio de nação com maior taxa de casos depressivos.