O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/11/2019
“Nos deram espelhos e vimos um mundo doente”. O verso da música “Índios”, do grupo Legião Urbana, problematiza o cenário de solitude em questão no país no que tange à mazela do aumento da depressão entre os jovens, favorecendo uma psique não saudável. De fatos, uma problemática protelada pela inação midiática e, por conseguinte, a passividade coletiva.
Nessa dimensão, o primeiro viés destoa para a estagnação do ambiente midiatizado. Não raro, a massa publicitária envolta de anúncios e mídias sociais corrobora para uma mentalidade individualista e, conseqüentemente, o isolamento social. Conforme o pensador iluminista Votaire “A civilização não suprime a barbárie, aperfeiçoa-a”, tese essa que é análoga ao contexto de inércia coletiva. Ora, se a mídia não instruir cautela, o efeito paira na alienação.
Ademais, outro fator agravante é a displicência da coletividade ao transparecer a questão. Segundo o sistema de mortalidade do DATASUS, em 16 anos, o número de mortes relacionadas à depressão cresceu cerca de 700%, dado que se robustece na ausência de da devida importância dada a esse problema, embora tão freqüente. Como já proclamava o teólogo Erasmo de Roterdã “Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável”. Dessa forma, lubridiar-se no caos não é conveniente.
Depreende-se, portanto, argüir o aumento da depressão entre jovens. Logo, torna-se notório que o Estado viabilize incentivos estatais para que a mídia dê mais abertura ao tema por meio de anúncios em que psicólogos discorram os perigos desta doença, a fim de minorar as ocorrências. Outro agente é a Escola, que deve promover palestras em que profissionais capacitados atentem às comunidades a importância do diálogo e a ajuda a pessoas que sofrem desse distúrbio, com o intuito de mitigar a mazela. Assim, venceremos a “doença” do mundo.