O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/11/2019
De acordo com o psiquiatra Augusto Cury, a depressão é o último estágio da dor humana. Nesse viés, percebe o crescente número de pessoas em tristeza profunda e incapazes de filtrar os estímulos na mente. Isso se evidencia não só pela negligencia do setor educacional em ensinar técnicas de gestão emocional, como também a incompreensão do tecido social que convivem com pessoas deprimidas.
Em primeira instância, é fundamental ressaltar a importância da escola na formação mental dos indivíduos. Segundo Nelson Mandela, a educação é a maior arma para mudar o mundo. Sendo que educar não envolve apenas disciplinas curriculares e notas altas, mas fazer com que os alunos possam ser autores da sua própria história e saibam gerir e filtrar os pensamentos positivos e negativos. Entretanto, o contexto escolar tem descuidado da saúde mental dos discentes e tragédias acabam acontecendo. Exemplo disso foi o ocorrido no Realengo, Rio de Janeiro, conforme o jornal O Globo, um ex-aluno que sofria bullying entrou na escola e matou 12 pessoas. Logo, situações assim podem ser evitadas se técnicas de gestão emocional e comportamental fossem ensinadas.
Ademais, convém analisar ainda que após as Revoluções Industriais no século XVIII a sociedade se tornou mais individualista e incompreensiva. Consoante o filósofo Zygmunt Bauman, as relações sociais são líquidas e superficiais. Nesse contexto, é notório a falta de empatia pelos problemas dos outros, sendo que a individualidade passou a ser prioridade. Por conseguinte, muitas pessoas não compreendem o estado depressivo do outro, e fazem piadas, brincadeiras de mau gosto, por acharem que é apenas frescura. Assim, os casos de depressão e suicídio crescem exponencialmente, pois o sentido de viver passa a ser irrisório perante tanta insensibilidade.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses e as pessoas não vivam esse estágio doloroso. Cabe ao Ministério da Educação em consonância com as escolas inserirem disciplinas de educação emocional na grade curricular, e ensinar por meio de palestras, debates e conversas com psicopedagogos e psicólogos as formas de controlar as emoções e serem autores e não coadjuvantes da sua mente. Por fim, devem formar grupos entre aluno para um ajudar o outro independente das diferenças e dos problemas vividos. Assim, a geração futura não terá os mesmo problemas que a atual, e a saúde mental dos brasileiros será algo a se orgulhar.