O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/11/2019

No projeto textual “Falanstério” do século XIX, o filósofo Charles Fourier propõe uma comunidade ideal e perfeita. Nela pontua-se a ausência de conflitos e adversidades, o que vem, inspirando as civilizações ocidentais. Contudo, a falta de medidas governamentais para solucionar o alto índice de depressão entre os jovens, têm feito o Brasil se afastar desse lugar utópico. Nesse prisma é importante analisar os aspectos políticos e sociais que envolvem essa questão no país, a fim de combater esse problema presente na sociedade brasileira.

Diante desse cenário, é lícito referenciar o sociólogo Zygmunt Bauman. Segundo ele vivemos em uma modernidade líquida, devido a inconstância e rapidez em que os processos e relações humanas se dão. Logo, observa-se que os jovens se sentem pressionados para se encaixar nos padrões sociais, onde se veem na obrigação de está ingressado em um curso superior, possuir casa própria e ainda ter uma vida financeira estável. Por conseguinte, ficam frustrados em não atingirem seus objetivos de maneira rápida, e acabam se isolando do convívio social, despertando os sintomas da depressão.

Nesse viés, pode se mencionar que 5,8% da população brasileira sofre com a depressão, segundo os dados a Organização Mundial da Saúde. Visto que, essa doença é considerada o “mal do século” , devido a um estado de espírito que envolve a tristeza profunda e o desânimo. Apesar de existir campanhas de apoio contra a depressão, é notório, a ineficiência do Ministério da Saúde, é importante a analogia ao conceito “Instituição Zumbi” de Zygmunt Bauman. Segundo ele, certas instituições não exercessem suas devidas funções, mas mantém suas formas, ou seja são “Mortas vivas”, onde é notório o crescimento constante de jovens diagnosticados com a doença na sociedade brasileira.

Tornar-se evidente, portanto, que a entrave social do alto índice de depressão entre os jovens, é de urgência na pauta social e de saúde do Brasil. Assim cabe, ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, promover palestras ministradas por médicos psiquiatras, bem como, inserir nas escolas e universidades a obrigatoriedade de existir pequenos grupos de diálogos entre alunos com a participação de psicólogos com intuito de identificar possíveis sinais de depressão e tratá-los adequadamente.