O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 15/02/2020

Em “Um Grito de Socorro” — obra cinematográfica neerlandesa — é retratado o cotidiano de Jochem, um estudante que é constantemente atormentando pelo bullying, o que o faz, em um medida desesperada, tirar a própria vida. Concomitante a isso, percebe-se que os casos de suicídio entre os adolescentes brasileiros vêm a cada ano, mesmo com medidas preventivas já existentes, aumentando gradualmente. Ademais, para se rechaçar a problemática, vale exemplificar os causadores deste, como os que resultam de isolamento social e transtornos psicológicos como a depressão.

Antes de tudo, é imprescindível destacar o isolamento social como questão de saúde pública. No ano de 2000, o psiquiatra japonês Tamaki Saito criou o termo ‘hikikomori’ — que significa ’estar confinado’ — para descrever pessoas que vivem reclusas socialmente, seja por pressões sociais, bullying ou até por medo de deixar seu ambiente de segurança por considerar o mundo um lugar hostil. Diante disto, nota-se que a reclusão social pode acarretar numerosos danos físicos e psicológicos ao cidadão e, inclusive, levar ao suicídio, o que exige intervenções estatais imediatas.

Outrossim, é imperioso expor a depressão como um dos funestos agentes do ocorrido em pauta. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 322 milhões de pessoas no mundo são afetadas pela doença, e cerca de 800 mil, entre 15 e 24 anos, morrem anualmente devido ao suicídio. Além disso, a inércia governamental perante a causa, somados aos estigmas sociais, só compactuam para que os exorbitantes números prossigam em pleno crescimento, a permitir que as vidas de inúmeros indivíduos sejam extinguidas por puro descuido.

Diante dos fatos supracitados, urge a ação do Estado para sanar o obstinado infortúnio. Em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), deve-se elaborar propagandas midiáticas para ratificar a importância do diálogo familiar e da disponibilidade diária e gratuita da mencionada ONG; e projetos no âmbito escolar, por meio de palestras, a dispor do suporte de especialistas educacionais e psicólogos abertos ao diálogo, com o propósito de informar e haver a quebra de tabus. Dessarte, suceder-se-á a prevenção dos casos de depressão e suicídio que persistem, evitando-se que jovens como Jochem percam suas vidas por pura desinformação e indiferença do corpo social.