O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 17/03/2020

A geração ultrarromântica (1853-1869) foi inspirada no escritor Lord Byron, marcada pela subjetividade, pessimismo e constante desejo de fuga da realizade, a fim de eliminar quaisquer dor. Uma vez que essa época ficou conhecida como o “Mal do Século” se adequa a atual realidade, considerando que a depressão tem sido uma doença pertinente na sociedade, principalmente entre os jovens. Há de se considerar que esse quadro se agrava graças ao uso intenso de redes sociais e banalização da situação.

Em primeira análise, foi publicado um estudo pelo site Carta na Escola, que mostra 705% de aumento do quadro depressivo no Brasil nos últimos 16 anos, tendo a juventude como maior vítima. Nesse contexto, é possível relacionar o aumento drástico da doença entre os jovens ao mundo tecnológico. Lamentavelmente, é comum o uso exagerado de redes sociais, centro de divulgação de fotos e vídeos, motivos que levam a queda da autoestima e intensa cobrança, em relação ao corpo e rosto perfeitos estipulados pela mídia. Logo, os jovens se sentem inferiores, o que leva ao isolamento social e desenvolvimento da depressão.

Outro aspecto a ser observado é a questão da banalização; a sociedade julga como desnecessário, exagero e drama, não dando a atenção necessária ao Mal do Século. Por consequência, inúmeras vezes os jovens têm que enfrentar esse caos interno sem apoio algum, agravando a situação. Para ilustrar, a juventude adquire junto a depressão, distúrbios alimentares como a bulimia e anorexia, já que não se alimentam corretamente. Em suma, os jovens perdem qualidade de vida, de forma que os mesmos perdem a vontade e estímulo de viver.

Em face disso, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação, em parceria com a mídia, na educação da população, acerca da necessidade de trabalhar com a saúde mental dos jovens (prevenindo e tratando a depressão) e com o julgamento dos demais, a fim de diminuir a banalização da doença. Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras e terapias gratuitas nas escolas , além informativos nas redes sociais, atingindo todas as faixas etárias. Dessa forma, será possível combater o Mal do Século, priorizando a saúde mental de todos.